Você já deve ter ouvido falar no estilo high low, ou estilo hi-lo, que significa alto e baixo. É um conceito adotado para a mistura de roupas luxuosas com peças mais básicas ou esportivas, ou também usado na mistura de tecidos tradicionais com tecnológicos, paetês, ou couro com seda, por exemplo. Mesclando os opostos, dando mais personalidade ao visual, deixando o look mais ousado e ao mesmo tempo confortável e sem gastar um absurdo, já que você usa peças baratas nas composições.

Não é novidade saber que a moda e arquitetura andam juntas. As tendências e lançamentos de passarelas influenciam diretamente no que usaremos para compor um projeto ou uma decoração. Antes de pintar no universo decorativo, o hi-lo deu muito o que falar no mundo da moda. E assim, como tantas tendências que vêm de lá, dominou a decoração dos ambientes, trazendo um contraste superinteressante para os nossos lares. No universo da arquitetura, a essência de composição é praticamente a mesma da moda. A combinação do High: móveis e peças de presença, de design assinado ou com algum valor notável com o low: itens mais comuns e mais acessíveis, que podem ter sido compradas em lojas comuns ou garimpadas em antiquários e que isoladamente não mostram todo seu potencial, porém quando são ajustadas com outras mais nobres, fazem toda a diferença, trazendo personalidade à decoração.
Misturar o chique com o despojado, o usado com o novo, o muito com o pouco, além de aguçar nossa criatividade, nos dá o poder de criar um espaço além de notável, único, original e harmonioso. Não é preciso gastar muito para criar algo bonito. A beleza de uma decoração está mais presente na qualidade em saber organizar e compor um espaço, do que encher um ambiente de mobiliários notáveis ou moveis assinados, aleatórios.
O único cuidado que deve ser tomado ao optar por usar um estilo de decoração, é o exagero. No High Low, é importante encontrar um limite e saber dosar a mistura, evitando excesso de informações que podem deixar os ambientes muito carregados. A dica é apostar em poucas peças, mas que sejam capazes de transmitir a personalidade e a ideia principal do usuário.

alana mota