Todas as vezes que Jader pega em sua câmera, um desejo pulsa dentro de si. É a vontade de congelar o momento, deixando gravada para sempre aquela imagem capturada. Sempre que pode, o odontólogo Jader Moreira troca o som das brocas em seu consultório pelo click do disparo da câmera. A paixão vem desde a adolescência, quando fez o seu primeiro curso de fotografia. Durante a faculdade, ficou anos sem fotografar e foi durante uma especialização em odontologia, que retornou à prática. Ele conta que o curso exigia registro de todos os casos que atendia. E assim, retomou o gosto pelas lentes, focos e ângulos. Aumentando a curiosidade de aprender sempre mais sobre o assunto. Hoje, dá aulas e também faz parte do Foto Cine Clube Grão Pará, um grupo que a cada dois meses, se reúne para trocar experiências e fazer saídas fotográficas.
Jader tem arquivos diversificados: viagens, pessoas, paisagens, entre outros. Nada passa despercebido pelo artista. “O que me atrai é o desafio de encontrar a imagem perfeita. É aquela que encanta, que você sente: essa fotografia, valeu a pena”, explica.
Por isso, Jader tem sempre à mão sua câmera. No coração, nutre viagens que pretende fazer para registrar momentos únicos, como o fenômeno da Aurora Boreal. Também sonha um dia em ter suas fotos expostas no Museu mais famoso do mundo, o Louvre, em Paris. Sonhos tão altos e reais como uma das suas fotos perfeitas, capturada em uma ponte, em Veneza, após horas de tentativas.
Aficionado pelo hobby, Jader é um incentivador da prática. Indica aos interessados pela fotografia, que estude, se aperfeiçoe. “Sobretudo, observe o diferente. Quando todos estão mirando para um lado, mire para o outro. Fotografia é olhar para os lados”.
Das lentes para a vida. Jader diz que todo dia aprende algo novo. “Quando exercito o olhar, eu consigo me voltar para os meus filhos. Passo a me relacionar de forma diferente numa situação. Eu consigo também enxergar meu paciente de forma especial”, explica.
A paixão é tão grande, que a sensação é de muita felicidade ao fotografar. Ele afirma que se sente realizado e quando não consegue fazer a foto que desejava, algo dói em seu âmago. Jader se orgulha de que os anos fotografando, renderam-lhe experiências e conseguiu fazer com que ampliasse horizontes e capacidades. “Nós nascemos para criar, a criatividade não pode parar. Isso significa colocar em prática os sonhos, dar andamento aos objetivos da vida. Ter a ousadia de buscar a diferença. E isso se aplica na fotografia e em como encaramos os desafios da vida”, conclui o odontólogo/ fotógrafo.