Sempre que sobe ao palco, Vanessa da Mata faz muito mais que cantar. Seu show é um verdadeiro turbilhão de mensagens, reflexões, e, claro, emana amor. Das letras que levantam bandeiras sociais, exigem respeito às minorias, também destacam a leveza de amar e a beleza da simplicidade na vida. E assim é também essa mulher que parece um fenômeno da natureza. A Revista Janela VIP bateu um papo com Vanessa antes do show realizado no fim de abril, em Belém, e ela, de imediato, nos encantou com sua voz, um carisma incrível e adiciona aí o visual completamente autêntico.
Foram sete anos longe do público paraense, e a espera valeu a pena, os fãs cantaram em coro todas as músicas, vidrados em cada palavra do espetáculo à frente. Ela também não guardou elogios à cidade das mangueiras. “Belém do Pará é uma das coisas mais oníricas, mais lúdicas, mais impactantes de cidade do mundo. Cidade linda, com árvores gigantescas, que as pessoas respeitam, no meio de uma floresta e um rio imponente; é quase… tenho uma sensação de que eu estou chegando no céu, quando vou a Belém”, disse.
No Hangar, o show teve um astral tão positivo, que a sensação foi de entrega total dessa artista que faz questão de compor suas letras e dividir assim sua visão de mundo com muita poesia. O espetáculo trouxe os grandes sucessos da artista e também novidades do CD e DVD “Caixinha de Música”. O Show batizado com o nome “Delicadeza” é realmente um sentar ao lado de Vanessa, que foi acompanhada por apenas três músicos, no que ela mesmo chamou de “lance intimista”.
Com a agenda lotada de shows, inclusive fora do Brasil, Vanessa da Mata destaca que vem novidade por aí. Está preparando um videoclipe e terminando detalhes de seu novo trabalho. Entre os ensaios, ela antecipou pra gente que vem aí parcerias de tirar o fôlego com o raper Baco Exu.
A artista explica que a proposta é mostrar o cenário do Rap no Brasil, que tem sido um grande instrumento de protesto contra injustiças sociais. “Você saber falar e ouvir quer dizer sabedoria, inteligência e não podemos caminhar pra ignorância ou barbárie. Esses caras do Rap vieram para fazer o que o rock’n roll fazia e acho que o rock também está voltando.”
O que podemos dizer é que o dia 30 de abril foi de puro encantamento: da Vanessa, que ficou extasiada ao apreciar as paisagens paraenses, e de nós que fomos até o Hangar conferir o show dessa fabulosa cantora que, delicadamente, faz da sua música uma oba de arte, uma pintura de sentimentos e de realidades.