Tribalistas fazem show poético em Belém.
Um encontro íntimo voltou a acontecer entre público, e o trio apaixonante formado por Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte, Os Tribalistas, retornaram para os palcos com um trabalho novo, após 15 anos de terem lançado o primeiro CD juntos.
O sucesso desse trio estrondoso se apresentou no Mangueirinho lotado, em Belém. É claro que a Revista Janela Vip esteve lá para conferir de perto.
É difícil até para os fãs definirem o grupo que possui uma sintonia impressionante. O show possui uma sincronia perfeita de som, iluminação, imagens e vídeos em cinco telões que contam a história das canções e dos artistas.
Em entrevista, Marisa pontua que esse CD possui muita personalidade, tal qual o primeiro. “É um registro autoral. A gente não se vê como um grupo, mas pensamos que é uma reunião de artistas que abrem mão da individualidade para pensarem juntos, conceber e criar em conjunto. Isso é muito prazeroso”, pontua.
As canções são todas composições do trio, mas no show ganham centenas de vozes. “É um público maravilhoso e caloroso. Eu sou apaixonado por esse nosso público, que canta com a gente,” elogia Arnaldo Antunes.
Os fãs encontram nos Tribalistas uma música diferente e letras que traduzem o mundo sob outras óticas. Com leveza e também com posicionamento do que acontece ao seu redor, as músicas falam daquilo que os artistas vivenciam, e assim, surgiram pérolas como “Diáspora” que fala sobre os refugiados, “Um só”, que discute política e ainda “Aliança” e “Fora da memória” que revelam a singeleza dessa união musical.
O show apresentou as canções novas, alguns sucessos do primeiro CD e ainda como bônus de músicas compostas pelo trio e gravadas em suas carreiras solo. O show terminou com um bis envolvente ao som de “Já sei namorar” e rosas ao público. Os fãs paraenses vão, com certeza, guardar no coração cada minuto do espetáculo poético com que Marisa, Arnaldo e Carlinhos afagaram os corações naquela noite. E quem foi, voltou para casa embalado de uma paz, como diz a canção “Aliança”: “Ninguém mais feliz que eu e você”.