Com Gustavo Espinheiro Sá

O que não se abraça à tecnologia pode virar ruína rapidamente. Internet das coisas, Inteligência artificial, contratos inteligentes e automatização de procedimentos já fazem parte do cotidiano das pessoas. A revolução 4.0, causada pela transformação digital, já é realidade no Espinheiro Sá Advogados, o escritório que completa 10 anos em Castanhal se destaca pelo vanguardismo. À frente dessa equipe, está o advogado Gustavo Espinheiro Sá, especialista em Direito Empresarial e Digital. O advogado acredita que é hora de mergulhar de vez nesse universo de inovação. “O direito 4.0, na verdade, é aquele que faz uso de ferramentas tecnológicas, e todo advogado precisa estar preparado para encarar este universo e não somente a internet, mas as possibilidades como, por exemplo, resolver conflitos on-line e utilizar plataformas jurídicas para rotinas do escritório, o que otimiza o tempo”, explica.Os escritórios de advocacia terão que se adaptar a um novo modelo de cliente na maneira que ele deseja, com mais tecnologia, o que passa a ser um desafio para inserção na advocacia 4.0.A aposta em ferramentas, aplicativos e outros mecanismos de automação transformaram a rotina da equipe que atua diretamente com tecnologias, tudo sempre na palma da mão, principalmente nos celulares. Para ter agilidade no processo, existem ferramentas de interação. O cliente está num mundo totalmente tecnológico, a advocacia não pode viver à margem disso. Segundo a Consultoria Thomson Reuters, os advogados são desafiados a aumentar a produtividade, sem deixar de lado bons resultados. A pesquisa diz que os profissionais do setor jurídico gastam 48% do seu tempo resolvendo questões burocráticas e, com o uso de ferramentas, 25% dessas atividades podem ser automatizadas.O profissional acredita que cada vez mais esses mecanismos farão parte de outros segmentos, e quem ainda não está nesse ritmo, já está em desvantagem competitiva. As facilidades obtidas através da tecnologia proporcionam ao profissional do direito maior tempo para dedicar-se às atividades intelectuais. Nesse aspecto, acredita que o judiciário brasileiro vem quebrando paradigmas com a implementação dos processos judiciais eletrônicos, da mesma forma que já utiliza o recurso de inteligência artificial para proferir decisões, como no caso dos julgamentos já realizados pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais – TJMG.Alinhado a esse pensamento progressista, desde o acompanhamento processual até eventual resolução de conflitos, podem ser realizados através de plataformas jurídicas ou pelo aplicativo WhatsApp, realidade esta muito bem-vinda em um cenário no qual o Judiciário se encontra abarrotado de processos pendentes de julgamento. Com o auxílio de tecnologias, é possível aliar um comportamento ativo do advogado com a satisfação do cliente, pois, sem maiores intervenções, é possível a resolução da demanda de forma célere e segura.“Acredito que cada vez mais a tecnologia é uma significante aliada que torna disruptivo o mundo jurídico”, finaliza.