Trabalhar com arquitetura é ter a técnica de organizar espaços e criar ambientes para abrigar os diversos tipos de atividades humanas, trazendo funcionalidade e conforto para o seu usuário.
Logo, podemos pensar também nos nossos pequeninos, através do método Montessoriano, que vai muito além de um estilo decorativo.
A arquitetura montessoriana está ligada com o ensino da pedagogia alternativa. Iniciado no século XX, a educadora e médica italiana Maria Montessori montou sua própria escola em um bairro operário, e lá aplicou esse conceito pela primeira vez. Esse modelo pedagógico privilegia as atividades motoras e sensoriais, busca respeitar as crianças, proporcionando liberdade de movimento e incentivando a independência para facilitar o aprendizado. Nesse modelo, os objetos não devem ser muitos, e sim a quantidade justa e necessária para a aprendizagem. Os elementos e suas formas devem ser simples; o espaço, fácil de manter limpo, sem elementos que se interponham ao fluir do ambiente; de tal forma, várias atividades devem poder ser realizadas simultaneamente.
Na decoração, atualmente esse conceito é adotado em quartos, onde os mobiliários proporcionam à criança total alcance, ou seja, ao invés de camas altas, colchões no chão oferecem maior liberdade para os pequenos, que podem deitar e levantar quando quiserem. Os brinquedos devem estar dispostos de forma que a criança possa pegá-los à vontade. Uma dica interessante para despertar o interesse e não gerar monotonia no espaço é mudar alguns itens do ambiente, em esquema de rodízio, trocados aproximadamente há cada 15 dias.
Combine cores, texturas que instiguem as sensações da criança. O espelho, para se reconhecer é fundamental. Ele deve ser colado em uma placa de MDF ou madeira e preso à parede para evitar que, se quebrar, os pedaços se soltem e machuquem a criança.

alana mota