Com Ximbinha

Letras que falam de amor, melodias prontas para dançar juntinho e outras para dar aquela sacudida. Estamos falando do brega, ritmo tão paraense, que hoje tem inúmeros estilos. Mas o brega pop marcou uma era da música e uma safra de artistas que se consagraram aqui no estado. Gente como Kim Marques, Nelsinho Rodrigues, Edilson Moreno, Marcelo Wall e Carla Maués, uma galera de alto nível que foi reunida por um astro das guitarras, Chimbinha. O músico esteve em Castanhal com o espetáculo Cabaré do Brega, um projeto que Chimbinha tem a maior satisfação de fazer parte.
“É uma felicidade para a gente voltar com o brega que estava um pouco esquecido, e hoje nós estamos resgatando essa música que dá tanta alegria pra todos. E receber o carinho do público, por onde a gente passa, graças a Deus, temos conseguido arrastar multidões”, explica Chimbinha que bateu um Papo VIP com nossa equipe antes da apresentação em Castanhal.
A nova empreitada de Chimbinha é um verdadeiro sucesso. O primeiro show do projeto foi realizado em Belém, há quase um ano. De lá pra cá, já gravaram DVD, realizaram turnê e inúmeros shows com casa lotada. E para atender os pedidos do público já vem por aí o segundo DVD do Cabaré do Brega. “Parece que o povo estava com uma saudade muito grande de dançar, cantar e se divertir.
E essa música veio no momento certo, e por onde a gente passa, tem recebido muito elogio”, destaca Chimbinha.
Não é pra menos, não dá para resistir às batidas de músicas como “Gererê”, “Me libera”, “Pirangueiros” e outras que relatam uma maneira nossa de viver com um olhar bem divertido. A aposta no brega não é de agora, Chimbinha contou pra gente que desde criança gostava do ritmo e que fez dele sua vida. “Sempre percebi o potencial do brega. Nunca toquei outra coisa. Nasci nesse ritmo popular, que é a música que tocava ali onde eu morava na Cremação, Jurunas e nos bares.”
Com essa turma de peso, Chimbinha vive de malas prontas viajando por todo o estado e preparado para uma turnê em todo o país. O artista fala com orgulho do ritmo que se tornou nossa identidade e, com isso, vai quebrando tabus sobre a produção musical produzida no norte do país. “O ritmo brega são todos os ritmos brasileiros. Tudo o que é romântico é brega, tem quem tenha vergonha, mas não temos não. Tudo que é do Pará é brega, então vamos ser bregas!