Qual a relação de artesanato, aulas e natação? Essas três atividades tão distintas fazem parte da vida da artesã Marta Chaves. Durante a semana, ela ministra cursos pelo Senar e sempre que pode participa de grandes competições de natação. O detalhe é que essas provas não acontecem em piscinas, mas em rios. A artesã até treina nas piscinas e tem uma paixão pela água. Aprendeu as primeiras braçadas ainda criança, com oito anos no clube do Remo, parou de praticar aos 19 anos, mas foi na vida adulta, já com 47 anos, que passou a encarar o nado de maneira diferente. Foi a convite de um amigo atleta que ela descobriu a paixão pela natação em rios.
De lá pra cá, já enfrentou inúmeros desafios, e faz parte de uma equipe que disputa várias competições pelo país. Uma delas foi, aqui em Belém, a Travessia da Baia do Guajará, e ano passado, encarou o grandioso Rio Tocantins, em Marabá. Marta é uma atleta de velocidade que disputa provas em curtas distâncias de 100 ou 200 metros e conta que o perigo dessas competições existe se o atleta não estiver bem preparado; fora isso, tudo é diversão. “O que nos motiva, é a questão saúde e uma adrenalina que a gente sente sempre que chega no local das competições.”
A paixão pela natação mudou mesmo a vida da artesã que, através do esporte, conseguiu eliminar o problema de asma. Depois, Marta conta que vive melhor com relação à saúde e se sente livre. “Me considero apaixonada pelo que faço, porque nadar faz parte de mim, faz parte do meu bem- estar”, revela a atleta que já conquistou premiações. Uma delas foi durante o campeonato brasileiro que aconteceu no Rio de Janeiro. Ali encontrou atletas de alto nível de performance, disputou 5 provas e ganhou uma medalha. Ficou cheia de orgulho com o resultado. E para isso, tem lá outros desafios, além dos treinos em água, também tem preparo físico, uma boa alimentação e dormir bem.
E olha que ela não descansa. Tem uma rotina de trabalho exaustiva, com os cursos, e acredita que a natação ajuda a manter a mente tranquila. E se essa paixão dá o foco para a saúde, trabalho e bem- estar, é claro que Marta pretende manter essa relação ainda por muito tempo. “Nadar pra mim dá uma sensação de liberdade, você vence por você mesmo, ninguém te puxa, ninguém te passa a bola, são seus braços, seu coração.”