Por Alana Motta

Você, provavelmente, já deve ter ouvido falar sobre a importância da arquitetura na vida do ser humano, sobre as fascinantes transformações que ela pode proporcionar no meio em que estamos inseridos, em edificações que marcam épocas, tão significativas na história da humanidade.

Porém, a arquitetura não somente influencia o nosso entorno, como também está ligada inteiramente ao nosso cérebro, qual intitulamos como NEUROARQUITETURA.
Você já ouviu falar em Neuroarquitetura? O termo refere-se à relação da neurociência com arquitetura, ou seja, vai muito além do que podemos imaginar; em resumo, pode-se dizer que a neuroarquitetura é o estudo e a utilização estratégica do impacto do ambiente no comportamento de todos. Vivemos uma época em que a solidão está cada vez mais presente na vida das pessoas.

No Japão, Reino Unido e Austrália, por exemplo, o isolamento social tem apresentado impactos na saúde física e mental de uma parte da população, sendo um fator de risco para uma série de doenças. O aumento do estresse, por exemplo e outros impactos que elevam o nível do cortisol.
A relação pode parecer contra-intuitiva: viver em um ambiente mais populoso deveria aumentar a probabilidade de interação social. Porém, a solidão nem sempre resulta de estar sozinho; está relacionada a quão socialmente estamos conectados às pessoas que estão ao nosso redor.
E em quê a arquitetura está relacionada a isso? Enriquecer os espaços públicos de forma a amenizar a solidão não irá eliminá-la completamente das cidades, mas pode fazer com que seus habitantes se sintam mais engajados socialmente e confortáveis com o entorno. Criar edificações sem pensar na sua volta e na convivência das pessoas, é não pensar nos impactos futuros de toda uma população.

Recentemente A Bubble Design Competitions criou o seu primeiro concurso internacional de ideias: “Combatendo a solidão com a arquitetura”. Os organizadores decidiram lançar uma plataforma de concursos de projetos, para incentivar arquitetos e estudantes do mundo todo a pensarem em soluções alternativas e desenvolverem projetos criativos que pudessem responder aos principais problemas e questões do nosso tempo.

 

O desafio é construir um ambiente em que as pessoas tratam umas às outras com gentileza, mesmo na configuração estranha em que a cidade as coloca. Ambientes que proporcionam harmonia, conforto, fazem as pessoas interagirem e se comunicarem. Falar um simples ‘’bom dia’’, ou ‘’boa tarde’’, com um estranho se torna mais provável quando as pessoas se sentem bem nesse ambiente. A arquitetura tem o poder sim, de influenciar a vida, principalmente para o bem, quando trabalhada da maneira certa.