É no universo virtual que uma turma de amigos tem encontro marcado para a diversão. Na tela do computador, eles comandam tudo: desafios, alvos, missões e até campeonatos de futebol. A Revista Janela VIP conversou com cinco amigos apaixonados pelos jogos on-line, o empresário Wallace Braga, Leandro Carlos, o instrutor de informática Tiago da Silva, o funcionário público Alan Costa e o agente comercial Paulo Rodrigues, revelaram a origem dessa paixão que parece brincadeira de criança, mas é coisa de gente grande.
Eles mesmos se definem como “Nerds” e muitas vezes preferem ficar em casa aos fins de semana para jogar ao invés de “dar um rolê” na balada. E quem pensa que são pessoas solitárias se engana, o empresário Wallace Braga conta que aumenta seu círculo de amizade através dos games. “Interagimos com muita gente, fiz vários amigos assim. Geralmente, nos jogos se trabalha em equipe, tentando solucionar um problema ou passar de fase, e essa maneira de pensar eu trago para a minha vida”, conta.
Wallace recorda que, desde criança, gostava dos games, e conheceu primeiro com o pai, quando ainda eram vídeo games de consoles, aqueles com cartuchos, depois CDs. A tecnologia evoluiu e hoje tem computador que é próprio para os jogos on-line. O funcionário Público Alan Costa explica que é um passatempo inteligente e que ajuda com a concentração. “É o momento para tirar o estresse e ficar relaxado. Por mais complicada que esteja a vida rotineira ou o trabalho, o jogo me acalma”, destaca.
Todos os amigos confessaram que, pelo menos uma vez na vida, já desmarcaram pequenos compromissos para se conectar ou viraram a noite hipnotizados por uma partida. Mesmo assim, eles deixam claro que o mundo virtual não é mais importante que o real, e por isso, sabem bem dosar a paixão com as responsabilidades.
E são fiéis defensores dos benefícios dos games; pesquisas comprovam que quem joga, melhora concentração, o raciocínio, aprende línguas com maior facilidade e desenvolve várias habilidades mentais. Ainda assim, existe preconceito com alguns jogos considerados violentos. Thiago da Silva joga há anos e explica que o tabu precisa ser quebrado. “Se eu jogo futebol, eu me torno um jogador profissional? Se o jogo é de corrida, eu me torno um piloto? Não, né? Isso significa também que se o jogo é de tiro eu também não vou me tornar um atirador violento”, ressalta, provando que os amigos querem mesmo é diversão. Para eles, o que vale é a máxima do ditado “o importante é competir”, mas se puder ganhar e evitar ser alvo da gozação dos amigos, é bem melhor.