Quando pedalava sua bicicross ainda na infância, Kleiton Sampaio não imaginava que a brincadeira seria um primeiro passo para uma paixão ainda maior: as trilhas de enduro. E foi só quando adulto que o empresário conseguiu entrar para o tão sonhado universo das motos potentes em caminhos bem desafiadores. A paixão pelo esporte, é claro, rendeu alguns troféus, medalhas e experiências inesquecíveis, principalmente depois que pôde compartilhar tudo isso com os filhos.
“Foi algo arrebatador mesmo. Começou comigo e fui puxando os meninos para curtir o esporte também. Quem começou foi o Arthur com 11 anos, Vitor com 14 anos e depois o Felipe com 10,” relata Kleiton.
Hoje Vitor de 18 anos, Arthur com 16 e Felipe com 14, contam entre risos, histórias de dias em que a paixão pelo enduro se tornou uma desculpa mais que agradável para simplesmente estarem juntos.
“Nas quedas, ele ia levantar a gente e ajudar a seguir adiante. Isso não dá para esquecer,” lembra Felipe. Inesquecível também foi o aprendizado compartilhado entre outros pilotos. Kleiton conta que o esporte ajudou a ensinar princípios como respeito, superação, amizade e conhecer realidades sociais diferentes daquela que eles conheciam na cidade. “Isso deu a eles uma consciência sobre a vida e de que nós precisamos fazer alguma ação para ajudar as pessoas. Aprenderam a dividir, a ter compromisso com os outros e a ter amizades sem interesses,” explica Kleiton.
Vitor, apesar de ter se destacado rapidamente no esporte, foi o que menos praticou. E logo recebia até dicas dos irmãos. “Eu prefiro ficar mais como apoio, nos bastidores. Mas rola a preocupação de acidente que é normal”.
Apesar dos sustos a cada tombo, a paixão pelo esporte foi um ingrediente a mais para afinar o diálogo entre os quatro. Arthur conta que a relação tão íntima era motivo de uma certa inveja dos amigos. “Diziam que meu pai me levava para a trilha e que os deles não deixavam. Diziam: teu pai é muito parceiro, deixa vocês livre. Na verdade, ele sempre está com a gente, existe uma confiança.”
Depois do Kleiton outros pais também começaram a dividir a paixão pelo enduro com os filhos. E o resultado é sempre o mesmo: companheirismo. Hoje a paixão pelas trilhas faz parte de tantas recordações e dias memoráveis. A família se firmou sobre o diálogo aberto, falam de tudo e escutam com muita atenção, o jovem e dedicado pai. Vitor foi o que primeiro trocou a moto pelos livros e se apaixonou pelas palavras, Arthur também mantém o foco nos estudos e agora no karatê, Felipe prefere correr atrás de gols, e o Kleiton se dedica aos negócios e a garantir o bem estar da família. As inúmeras fotos não negam que todos viveram e compartilharam uma paixão sobre rodas, que só perdeu espaço mesmo para a relação pai e filhos que eles nutrem de forma tão natural. “Temos uma amizade aberta. Se estamos na dificuldade, vamos passar juntos; e se estamos bem, estaremos todos juntos também”, diz Arthur. “A confiança que temos com ele é uma fonte de admiração e espelhamento para o futuro da nossa família,” complementa Felipe.
Quando questionados sobre como essa experiência influenciou a relação, Vitor resume categoricamente e é confirmado por unanimidade pelos irmãos. “Eu amo esse cara.”
Aqui a paixão foi superada por algo bem maior: o amor!