O primeiro caso de morte no Brasil por causa do novo Coronavírus, o Covid-19, foi registrado no dia 17 de março. Foi um paulista de 62 anos que era diabético. A partir de então, aumentou a preocupação de todos os brasileiros em como devemos nos comportar diante dessa realidade.

No Pará, segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde, já começam a surgir os primeiros casos da doença.

Em entrevista para a Janela.MKT, o diretor do Sindicato dos Médicos do Pará, Paulo Bronze, explicou que as pessoas precisam mudar os seus hábitos. “Começando por resguardar os idosos. Os mais novos devem sair de casa para fazer compras no supermercado ou feira, levando em consideração todas as recomendações de não apertar as mãos ou dar abraço. Temos que começar a esterilizar os talheres ou separá-los. Quem estiver gripado, ficar afastado dos demais”, disse.

De acordo com o médico, o período de incubação é longo, de até quatorze dias, com média de sete para aparecerem os sintomas. “É nesse momento que o indivíduo pode transmitir para, no mínimo, dez pessoas a doença. É por isso que o avanço do novo Coronavírus é muito rápido. O primeiro surto, que aconteceu na China, surgiu em meados de setembro, mas o governo chinês só avisou a Organização Mundial de Saúde (OMS) em dezembro, quando a situação estava crítica”, enfatizou.

O médico explicou como se deu a mutação do Coronavírus para o novo Coronavírus, também chamado de Covid-19. “O Coronavírus é um vírus que apresentou o primeiro surto na China em 2002. Já em 2019, quando voltou a aparecer, foi percebido pelos médicos que o vírus estava com um outro genoma. Essa mutação preocupou, porque o ser humano não possui anticorpos para ele, e com isso, passou a ter uma propagação muito rápida. E começou a se disseminar naquele país, porque as pessoas se alimentam de animais silvestres, como morcego e cobra. Esses animais carregam o Coronavírus”

Grupo de risco:

“Além dos idosos, as mulheres grávidas também devem ter cuidado especial, pois elas têm baixa imunidade fisiológica e por isso são suscetíveis e precisam ficar mais resguardadas. Também fazem parte do grupo de risco pessoas com cardiopatias, diabetes e pressão alta”, disse o médico.

Dicas:

Para esse vírus, ainda não existe remédio nem vacina. O Dr. Paulo Bronze enfatiza que o importante é a prevenção enquanto a população aguarda pela vacina. “Precisa estar sempre com a imunidade boa, tomando vitamina C com zinco todos os dias. Esse vírus faz baixar os linfócitos. Pegar sol é muito importante também, porque metaboliza a vitamina D que é um antioxidante que melhora a imunidade; então você pode pegar por dia de 20 a 30 minutos de sol”, orienta.

Além de seguirmos todas essas dicas e os cuidados básicos de higiene, a principal orientação nesse momento é não entrarmos em pânico!