O câncer de cabeça e pescoço é o quinto tipo de câncer mais comum entre a população e a taxa de sobrevivência não tem mudado nos últimos anos. O tabagismo é o principal fator de risco para CEC (carcinoma espinocelular). Tal risco é correlacionado com a intensidade e duração do hábito de fumar. O cigarro contém nitrosaminas e hidrocarbonetos policíclicos carcinogênicos genotóxicos que podem aumentar o risco da doença. Tais elementos podem alterar o perfil molecular dos indivíduos e causar mutações.
Só o fato de parar de fumar já protege a pessoa contra o desenvolvimento de CEC de cabeça e pescoço.
O que mais provoca câncer oral entre pessoas que não consomem bebida alcoólica é o fumo, enquanto o consumo de álcool é o principal fator entre os fumantes. O risco pode aumentar diretamente com a concentração de álcool (ex.: consumo de bebidas destiladas em comparação a cerveja ou vinho), mesmo reduzindo o total de álcool consumido.
O álcool age como solvente para aumentar a exposição da mucosa a agentes carcinogênicos, elevando a absorção celular dos mesmos. O acetaldeído, um metabólito do álcool, pode formar adutos de DNA que interferem na síntese e no reparo do DNA. Todos esses fatores comprovam que o fumo associado ao consumo de álcool eleva em 40 vezes o risco de CEC de cabeça e pescoço. O uso combinado desses dois fatores de risco agrava ainda mais a situação. Tenha hábitos saudáveis e previna-se. Outra dica é manter um check up atualizado com o seu otorrinolaringologista.