Por Raimundo Carlos Gomes

Compartilhar o bem é colocar ou pôr em comum os dons – presentes especiais que somente Deus é quem pode dar a todo ser humano – é o que melhor você tem em favor da promoção da vida e da família.
Compartilhar o bem é uma necessidade, é uma energia divina que não se pode acumular de jeito nenhum. Infeliz de quem não compartilha e ainda enterra o bem que tem. Desde tenra idade, percebi a necessidade desse compartilhamento, quando então comecei a interagir em pequenas comunidades de jovens, casais e famílias.
Talvez, o meu compartilhar o bem tenha tido um dos alicerces na experiência indelével no período em que fui seminarista – ainda bem jovem – onde o toque da mão do então papa João Paulo II, hoje São João Paulo, quando esteve em visita ao seminário, tenha me ajudado a despertar para tal missão, pois ele, o qual admiro e muito, foi um exímio homem que compartilhava o bem.
Senti a necessidade de partilhar conhecimentos que levassem as pessoas a contemplarem a beleza da essência da vida e de tudo que a rodeia. Esse compartilhar o bem poderia vir por vários meios, principalmente pelas artes, como por exemplo, pela escrita, pintura, música, fotografia, dança e teatro. Além de aglutinar vários artistas ao redor do foco de compartilhar o bem, com o objetivo de sempre tornar mais belo o meio social mais próximo de onde a gente habita, busquei nas pregações de palestras – várias em nossa região, para casais, jovens e alunos- como sendo um excelente e eficaz meio de demonstrar o ser humano como o centro do belo, dentro do protagonismo social.
Dentre alguns momentos marcantes nesta árdua, mas gratificante missão de compartilhar o bem, destaco o lançamento do meu livro A Palavra em Poema, onde mostro que Jesus é a Palavra e nós, as letras de um lindo poema. Esse livro faz referência do quão são belas as palavras de Jesus Cristo, e de que o ser humano pode se deliciar com as palavras d’Ele.
É também de relevância nesta minha jornada de compartilhar o bem, a produção e realização do espetáculo Tributo a Nossa Senhora. Neste evento eram aglutinadas várias artes, como: poesia, dança, pintura, escultura e música.
Um dos momentos mais interessantes também foi o primeiro encontro realizado com sobrinhos e afilhados. O importante é compartilhar o bem, e para isso a criatividade é fundamental para se encontrar e reencontrar com as pessoas. Após palestra, escutas, abraços e brincadeiras confraternizadas; fica uma lição: um dia poderão fazer o mesmo com seus sobrinhos e afilhados. Compartilhar o bem é muito simples.
Compartilhar o bem não importa a quem, nem onde, nem como; só importa o porquê. Porque o mundo vai ser muito melhor quando a humanidade redescobrir sua essência, e para quê foi criada. Pode parecer poético esse pensamento, essa fala; mas é a pura verdade: a vida … é um divino poema sem tema … uma linda canção de silêncio… uma pintura contemplativa… uma dinâmica fotografia.
Atualmente, é no programa radiofônico Nas Ondas da Fé, que de casa em casa, em todos os lugares que ainda continuo palmilhando, compartilhando o divino Bem.
Por isso sempre estive, fiz e continuo fazendo o maior esforço para estar junto de vidas, de pessoas. Compartilhar o bem é reverberar a sabedoria que existe no DNA de cada ser humano, como também é deixar-se refletir o bem que vem de outra imagem e semelhança sua.