No Brasil, um a cada cinco adultos, sofre de refluxo, e a maioria não tem o problema diagnosticado, o que os leva a conviver com os sintomas, sem realizar tratamento específico. O refluxo é comum, mas pode ser perigoso e necessita do acompanhamento de um profissional, para diagnosticar cada caso e orientar tratamento adequado.
Pigarro, percepção de bolo, tosse frequente, sensação de “catarro preso” na garganta, falta de ar e rouquidão recorrente, são queixas frequentes na prática otorrinolaringológica, podendo ser indícios de refluxo, quer seja gastroesofágico ou laringofaríngeo.
O refluxo é definido como escape de material do trato gastrointestinal, principalmente ácido, para regiões superiores do esôfago (laringe e faringe). No caso de “refluxo laringofaríngeo,” não necessariamente o paciente vai ter sintomas clássicos como azia, queimação, regurgitação e vômitos, já que muitas vezes esse tipo de refluxo não é acompanhado de refluxo gastroesofágico. Ao se identificar com um desses sintomas, procure um otorrinolaringologista e comece o tratamento, que é simples e pode devolver sua qualidade de vida em pouco tempo. Se não tratado, o refluxo pode causar algumas complicações para a pessoa, como ulcerações. Para o correto diagnóstico, é indispensável uma visualização da faringe e da laringe, por meio de videolaringoscopia, que é o exame “padrão ouro” e evidencia a inflamação da região, permitindo também a visualização das pregas vocais e das demais estruturas relacionadas. O tratamento requer o uso de medicamentos associados a um estilo de vida, que incluem hábitos alimentares saudáveis e a prática de exercícios físicos (para perda de peso). O otorrinolaringologista é o profissional que está apto a identificar o problema e acompanhar cada caso com a atenção correta.